domingo, 21 de julho de 2013

Quem Pirateia Não Compra Original

Quem Pirateia Não Compra Original

Claudiomiro Machado Ferreira

A luta em favor dos direitos autorais, de quem produz e compõe, já vem de muito tempo. Em épocas não tão remotas o maior desafio era a batalha contra cópias físicas não autorizadas. Estas já foram feitas por gráficas e editoras e quando identificadas era mais fácil solicitar – e conseguir – a retirada do mercado. Depois, com a industrialização, e nos dias de hoje, com a pirataria, o volume e a impunidade dos praticantes tornaram a prática “normal”, tendo até quem tente validá-la alegando à atividade a classificação de “crime de pequena monta”.

Porém, vemos nos dias de hoje o fortalecimento de uma prática que tenta validar esse que já foi considerado pela Interpol como “o crime do século”. Talvez muitos não notem, pois sua disseminação é subjetiva – e por isso mesmo mais perigosa. Já está consolidada entre nós a estratégia de convencer, por argumentos nebulosos e falaciosos, que a pirataria é algo bom e aceitável. A ideologia nefasta que luta para incutir esta ideia em nossas cabeças ainda afirma que autores e compositores têm de se adequar às novas realidades. A estratégia de criar uma cultura a favor da pirataria foi a forma encontrada para validar uma prática ilegal. Como não se pode prender uma ideia quem a difunde continua impune e induzindo os outros ao erro.

Dentre os argumentos inconsistentes, sem fundamento e completamente falhos dos defensores, principalmente da Cultura Livre e da Pirataria, está a de que se alguém piratear um CD ou DVD irá comprar outro. Este argumento mostra-se completamente estúpido, assim como quem o defende, quando analisamos os números.

Um editor já chamou a atenção para o fato de apesar do número de estudantes de nível superior ter aumentado significativamente, os números das vendas dos livros usados por eles diminuíram drasticamente. Outra declaração muito importante foi a de um cantor em rede nacional em um programa de auditório. Ele, acostumado a vender seus CDs na casa de 1 milhão de cópias, por causa da pirataria viu suas vendas caírem para 200 mil cópias. Suas vendas caíram 80%. Se o argumento fosse válido ele teria suas vendas aumentadas para um milhão e oitocentas mil cópias. Mas isso não aconteceu.


Apesar de 200 mil cópias de um trabalho ainda ser um número alto, não é isso que está em questão. A questão é que, de fato, quem pirateia não compra o original. Quem defende o contrário induz ao erro e incentiva a prática de um crime. Preste atenção e não se deixe iludir, quem defende a Pirataria, mesmo que a ela dê ares de licitude, em geral, está bem empregado em uma instituição muito bem aparelhada, pode viver paralelamente de palestras ou shows e não aplica a ideia à sua própria produção. O que não deixa claro é que a essas ideias generalizadas a maioria dos autores não pode se adequar. Mas, basta analisar a sua ideologia e percebe-se que a eles isso pouco importa mesmo. O ponto é esperar para ver quanto tempo ainda vão conseguir levar adiante a mentira que disseminam.