domingo, 3 de fevereiro de 2013

Aquisições intelectuais e materiais da 40ª Feira do Livro da FURG/Cassino RS

Além das palestras com Carlos Gerbase e Juremir Machado adquiri este livro por R$5,00 na 40ª Feira do Livro da FURG/Cassino.


Feira do Livro:

Quem não frequenta não sabe o que perde.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Convite para Sessão de Autógrafos de Sergio Quintian

Convite para Sessão de Autógrafos de Sergio Quintian



Livro produzido por nós. Parabéns Quintian.
Sempre em frente.

Entrevista exclusiva com Carlos Gerbase

Leia abaixo a entrevista exclusiva de Carlos Gerbase, professor, cineasta e escritor, ao Blog Direitos Autorais e Registro de Obras.



carlos gerbase



       Natural de Porto Alegre/RS e professor na PUCRS. Desde 1978, como roteirista e diretor cinematográfico, produziu sete longa-metragens e dez curtas. Como escritor tem quatro trabalhos de ficção e duas obras na área do cinema. Nesta entrevista dá sugestões sobre roteiros e adaptações, fala sobre suas experiências, direitos autorais e manipulação no ECAD.



Blog: Qual foi a sua adaptação, de livro para roteiro, mais fácil e qual a mais difícil de realizar?
Gerbase: A mais fácil foi do meu conto “Interlúdio” para fazer o curta homônimo, co-dirigido por Giba Assis Brasil. A mais difícil foi “Engraçadinha”, de Nelson Rodrigues, pois primeiro tive que entender o autor, para depois entender o texto.

Blog: O que acha das orientações dadas por Syd Field no capítulo 14- Adaptação do livro “Manual do Roteiro: os fundamentos do texto cinematográfico”, da Editora Objetiva?
Gerbase: Syd Field sempre é um bom ponto de partida. Dificilmente ele fala bobagem. Mas é importante notar que a sua perspectiva é totalmente comercial. Para Field, filme bom é filme com grande bilheteria. E nem sempre pensar dessa maneira conduz à obra de arte.

Blog: Quais adaptações, exceto as suas, considera melhores e piores para um aspirante a roteirista ter como referência?
Gerbase: Gosto de usar em sala de aula a novela “Breve Romance do Sonho”, de Arthur Schnitzler, que foi adaptado por Kubrick para o ótimo filme “De olhos bem fechados”. Como má adaptação, cito “A marca humana”, de Philip Roth, um romance genial, que virou um filme ruim demais, dirigido por Robert Benton.

Blog: Quais as diferenças de Mercado, nacional e internacional, a partir do momento em que o roteiro está adaptado e um roteirista consiga que uma empresa produtora decida filmá-lo?
Gerbase: Não sei responder. Não tenho experiência com mercado internacional. No Brasil, cada adaptação depende de um acordo prévio entre produtor (que comprou os direitos) e roteirista.

Blog: Quais orientações gostaria de ter recebido antes e que gostaria de passar agora se alguém lhe perguntasse sobre Direitos Autorais?
Gerbase: Antes de mais nada, temos que lutar contra a atual Lei de Direitos Autorais. Ela é nefasta e injusta para todos os artistas, com a provável exceção de alguns músicos, que comandam o ECAD.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Carlos Gerbase na 40ª Feira do Livro da FURG/RS

Palestra Carlos Gerbase
A PRÁTICA DA ADAPTAÇÃO DA LITERATURA PARA O CINEMA
Mediadora Prof.ª Ana Ferreira Maio - ILA/FURG
Dia 27/01/2013




 Ana Ferreira Maio e Carlos Gerbase

 Carlos Gerbase

Claudiomiro Machado Ferreira e Carlos Gerbase

Assista um trecho da palestra
A PRÁTICA DA ADAPTAÇÃO DA LITERATURA PARA O CINEMA

Prana Filmes
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Fone 51 3013-3698
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quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Várias opções, qual a sua escolha?

Partido Pirata, Copyright, Fair Use, Open Access, Copyleft, Creative Commons, Domínio Público… Várias opções, qual a sua escolha?

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Desabafo

          Trabalho em uma tradução há pelo menos uns 10 anos. É difícil às vezes, mas o alento é que o que já fiz "está pronto" e um dia chegarei ao fim.
          Há muito tempo já havia submetido três capítulos à uma editora, mas não chegamos à um acordo.
          Por questões de sigilo profissional não posso dizer qual é o título, mas quando concluir todos saberão.
          Ainda bem que conto com amigos para compartilhar alguns momentos, bons e ruins, desta empreitada.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Novo Cartão de visitas para apresentações.

          Novo Cartão de visitas para apresentações.
          Simples, bonito e eficiente, mas faltou uns símbolos para enfeitar um pouco...

Texto publicado no site Dicazine

Leia nosso texto publicado no site DICAZINE

"Futuros Possíveis? Só se puder pagar."
http://www.dicazine.com.br/colunista/claudiomiroferreira
http://www.dicazine.com.br/futuros-possiveis-so-se-puder-pagar

www.dicazine.com.br
Dicazine é uma revista com dicas dos mais variados assuntos com foco em internet e downloads para melhorar sua produtividade.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Concursos e Prêmios Literários

9º Prêmio Barco a Vapor 2013 - de literatura infantil e juvenil


Histórico

O Prêmio Barco a Vapor [Premio El Barco de Vapor] é promovido pela Fundação SM nos nove países onde o Grupo SM atua: Brasil, Chile, México, Argentina, Porto Rico, República Dominicana, Colômbia, Peru e Espanha. A Fundação é o braço do Grupo SM responsável pela realização do concurso.
A iniciativa desse prêmio, que surgiu na Espanha em 1978, tem por objetivo descobrir novos autores, estimular a criação literária nacional e propiciar aos jovens leitores o acesso a textos inéditos e de qualidade. Além do adiantamento por direitos autorais no valor de R$ 30.000,00 (trinta mil reais), o autor vencedor tem seu livro publicado na coleção Barco a Vapor de Edições SM.

Regulamento

Disponível em: http://barcoavapor.edicoessm.com.br/convocatoria.php

Prêmio
  1. Será outorgado apenas um prêmio, que consistirá na publicação do original na coleção Barco a Vapor. O vencedor firmará um contrato de edição válido pelo período de 7 (sete) anos.
  2. No ato da assinatura do contrato de edição, o autor receberá R$ 30.000,00 (trinta mil reais) como adiantamento de direitos autorais.

Concursos e Prêmios Literários


IBRAM/MINC

 - 23-12-2012 - 17h39min


Ibram lança edital Memória do Esporte Olímpico

 Estão abertas as inscrições para a primeira edição do Prêmio Ibram Memória do Esporte Olímpico, promovido pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram/MinC). O concurso vai premiar iniciativas de preservação da memória do esporte olímpico brasileiro. A ideia é apoiar ações de divulgação, preservação e difusão de acervo. Serão distribuídos 12 prêmios de R$ 35 mil cada, num total de R$ 420 mil. Poderão concorrer ao prêmio pessoas físicas, além de pessoas jurídicas de direito público e privado sem fins lucrativos.
As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo Sistema SalicWeb até as 23h30min do dia 24 de fevereiro de 2013. Para avaliação e seleção das propostas, a comissão responsável vai considerar os critérios “relevância do acervo para memória do esporte olímpico”, “plano de trabalho” e “representatividade brasileira em relação ao esporte olímpico”. Mais informações em http://www.museus.gov.br/premios-e-editais/programa-de-fomento-2012/.

Fonte: http://www.jornalagora.com.br/site/content/noticias/detalhe.php?e=1&n=37622

Concursos e Prêmios Literários


OPORTUNIDADE

 - 23-12-2012 - 19h42min

Emater/RS-Ascar recebe textos para revista de Agroecologia

Os interessados em contribuir com a Revista Agroecologia e Desenvolvimento Rural Sustentável têm até o dia 20 de janeiro de 2013 para enviar o material. Os textos - artigos científicos e relatos de experiências - devem ser encaminhados para o e-mail:revistaagroecologia@emater.tche.br  em português ou espanhol. Podem participar agricultores, extensionistas rurais, professores, pesquisadores e outros profissionais dedicados aos temas centrais - agricultura e desenvolvimento rural sustentáveis, Agroecologia, agricultura familiar, extensão rural, relações sociais nos processos de desenvolvimento rural, manejo sustentável de agroecossistemas, sociedade e ambiente.
A revista é uma publicação quadrimestral da Emater/RS-Ascar, que congrega artigos científicos, resultados de pesquisas, estudos de casos, resenhas de teses e livros, assim como experiências e relatos de trabalhos orientados pelos princípios da Agroecologia. Além disso, aceita artigos que tratem de estratégias e práticas que promovam o fortalecimento da agricultura familiar, do desenvolvimento rural sustentável e da agricultura sustentável. A coordenação da revista fica a cargo do diretor técnico da Emater/RS, Gervásio Paulus.

A mais recente edição da revista, assim como números anteriores, podem ser acessados através do endereço eletrônico 
http://www.emater.tche.br/hotsite/revista/.

Fonte: http://www.jornalagora.com.br/site/content/noticias/detalhe.php?e=3&n=37649

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Concursos e Prêmios Literários

          A partir do início do ano de 2013 catalogaremos o maior número possível de Concursos e Prêmio Literários. O objetivo é participar da maior parte deles, dentro das condições que nos forem permitidas.
          Assim, gostaríamos também de incentivar a todos que participem. Boa sorte e nos comuniquem. Gostaríamos de compartilhar a vitória de cada um que ganhar.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Rodrigo Gurgel, o Jurado C, em entrevista à Folha

Rodrigo Gurgel, o Jurado C.
(Victor Moriyama/Folhapress)

     O que o episódio revelou para você da cultura literária brasileira?
     Os nossos escritores não estão acostumados a serem julgados. O nosso sistema literário está doente. Por quê? Quem aliás falou um pouco sobre isso há alguns meses foi a [editora e agente literária] Luciana Villas-Boas, numa entrevista: as editoras estão controladas pelos departamentos de letras das universidades. Então o que acontece? Hoje, a hegemonia dos departamentos de letras pertence a dois grupos: os estruturalistas e os desconstrucionistas.


Leia mais em:"O sistema literário brasileiro está doente", afirma jurado "C" do Jabuti
por PAULO WERNECK
EDITOR DA ILUSTRÍSSIMA
Acesso: http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/1194742-o-sistema-literario-brasileiro-esta-doente-afirma-jurado-c-do-jabuti.shtml

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Presente no lançamento de "A Razão do Absurdo" de Paulo Olmedo

Paulo Olmedo e Claudiomiro Machado Ferreira

Blogs do autor:
http://arazaodoabsurdo.blogspot.com.br/
http://pauloolmedo.wordpress.com/author/prolmedo/

Para ler sobre o autor na mídia acesse:
http://www.diariopopular.com.br/site/content/noticias/detalhe.php?id=1&noticia=59402
http://www.ecult.com.br/noticias/paulo-olmedo-lanca-a-razao-do-absurdo-em-rio-grande-entrevista-por-felipe-nobrega
http://www.jornalagora.com.br/site/content/noticias/detalhe.php?e=1&n=35417

Presente na 40ª Feira do Livro de Pelotas

Oficina literária aborda o tema poesia
 09/11/2012

         "Deus, quando nós nascemos, nos dá uma caneta na mão e diz: Escreve a tua história, faz a tua poesia", foi com essa frase que o Prof. Carlos Eugênio da Silva começou a sua oficina de iniciação literária, agora pouco, na 40ª Feira do Livro de Pelotas.
          Carlos iniciou falando do que se trata a poesia, ou seja, como fazer algo literário. Em seguida, explicou para o público o que era verso, estrofe e rima. E como cada linha do poema, e o conjunto dos versos juntamente com a combinação de sons formavam a poesia. O professor também trouxe grandes nomes como Lobo da Costa, Antônio Frederico de Castro Alves e Mario Quintana, como exemplo e incentivo para a garotada.
          Depois de todo o aprendizado, Carlos colocou em prática seus ensinamentos e junto do público trabalhou na criação de um poema através de um tema pré determinado. Felicidade foi o tema escolhido por ser algo que todos poderiam falar. Através dele foram elaboradas, com a ajuda das pessoas, pequenas frases com três à quatro palavras, que foram montando cada estrofe e se ajustando as rimas.
         Carlos terminou a oficina incentivando os mais novos poetas. "É fácil fazer poesia, a gente pode fazer, é só expressar sentimento e botar pra fora, escrever" disse o professor.

Texto: Pâmela Morales
Fonte:http://feiradolivrodepelotas2011.blogspot.com.br/

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

13º Poesia no Bar - Rio Grande/Cassino

Poesia no Bar chega a Rio grande

FM Café - 26.10.2012 - 13º Poesia no Bar

Daniel Marques Moreira, Blog: http://poemas-urbanos.blogspot.com.br; CLAUDIOMIRO MACHADO FERREIRA, Ju Blasina, Blog: http://www.jublasina.blogspot.com.br; e (?)

Participação no 4º Concurso Literário Internacional Planície Costeira

Certificado de Participação como jurado de CLAUDIOMIRO MACHADO FERREIRA no 4º Concurso Literário Internacional Planície Costeira da Casa do Poeta Brasileiro POEBRAS São José do Norte.
Irenilda Paranhos e CLAUDIOMIRO MACHADO FERREIRA na entrega do Certificado.
Capa da Antologia do 4º Concurso Literário Internacional Planície Costeira da Casa do Poeta Brasileiro POEBRAS São José do Norte.
4ª capa da Antologia do 4º Concurso Literário Internacional Planície Costeira da Casa do Poeta Brasileiro POEBRAS São José do Norte.

Submissão ao CRB-8 SP do texto "As BPMs e a APD"

E-mail comunicando que o texto "As Bibliotecas Públicas Municipais e a Administração Pública Direta" será publicada pelo Conselho Regional de Biblioteconomia do Estado de São Paulo - 8ª Região.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Direito Patrimonial e Cultura Livre - Texto

Direito Patrimonial x Cultura Livre

“Ora, se você quiser se divertir
Invente suas próprias canções.”
Renato russo

Claudiomiro Machado Ferreira *

  N
em tudo é o que parece, nem sempre se conta toda a verdade e quem conta um conto esquece um ponto, muitas vezes de propósito. Estas são verdades que precisamos encarar toda vez que um assunto novo, ou já muitas vezes debatido, chega até nós. Muitas vezes, quase sempre, a verdadeira intenção não é claramente exposta. Na verdade a estratégia de impedir que uma análise crítica seja feita foi sendo desenvolvida justamente para que, no final das contas, apenas aceitemos o que é mostrado. Há tempos somos treinados e domesticados para sermos vacas de presépio: com olhos arregalados, boca aberta e sem capacidade de dizer nada. Estão nos doutrinando para sermos escravos mentais, mas não sem um objetivo.
            O próximo passo é que não sejamos donos de nada. Que essa apatia mental e intelectual implantada nos impeça de reivindicar o que é nosso de direito. O que querem é que não sejamos donos nem de nossa vontade e agora nem de nossa produção intelectual. Querem que o que pensamos, após ser transformado em algo tangível, seja de todos. Alegam que o conhecimento é universal, mas escondem que há toda uma estrutura para finalizarmos e passarmos adiante o que produzimos. Escondem um direito de explorar isto. O conceito de propriedade, como um todo, está sendo ameaçado, de forma sistemática e subliminar. Prega-se uma coisa e faz-se outra, como é todo ataque sórdido e vil. A técnica é esconder a essência da intenção.
            É preciso tomar cuidado e ficar atento a essa crescente tentativa vigente de quase criminalizar a ideia da exploração patrimonial do que é produzido intelectualmente. Se um conhecimento foi produzido por um servidor público, através de uma instituição pública e com recursos públicos, nada mais lógico que esse conhecimento seja disponibilizado gratuitamente. Agora, se esse conhecimento foi desenvolvido às custas do pesquisador, de seu tempo e seu dinheiro próprios, sou totalmente a favor do seu direito à exploração comercial do que ele produziu. Ele não pode ser coagido a abrir mão do seu trabalho em favor de uma ideologia ou cultura que quer se aproveitar do fruto de sua dedicação.
A solução para combater a pirataria não é tornar o conhecimento livre, é fazer com que as pessoas tenham condições de adquiri-lo. Isto acontece quando a pessoa tem recursos para comprar o produto do conhecimento, isto é, o livro, o CD, o DVD, a fotografia, ou seja lá a forma em que ele se apresente.
            A liberação irrestrita à produção intelectual interessa à alguém. Pode ser a essas empresas que comercializam produtos eletrônicos que precisam de dados e informações para ter utilidade ou a uma ideologia liberalista que pode abrir mão de sua produção porque está bem empregada ou defende, subjetivamente, os interesses dessas empresas e o livre acesso à cultura. Só não podemos esquecer que o direito à propriedade e à sua exploração comercial ainda são princípios válidos e legítimos. Há quem queira viver do que produz. Há quem tenha esta necessidade. Nem todo autor pode viver de sua imagem. Nem todos têm outra renda. E ninguém vive de vento.

* Servidor público. Publicou a tradução “História da Liberdade de Pensamento” pela Editora da UFPel/RS. Escreveu o livro “Figuras & Vícios de Linguagem” e o texto “As Bibliotecas Públicas Municipais e a Administração Pública Direta”. Este último publicado na RDBCI, da UNICAMP e apresentado no I Seminário de Estudos Literários de Pelotas/RS, em 28/9/2012, com apoio da FURG/RS e UFPel/RS. Inscrito no Prêmio VIVALEITURA 2012, realizado pelo PNLL, ProLer, FBN, MinC e MinEduc. Ministra palestras, presta consultoria e assessoria na área de Direitos Autorais e Registro de Obras Literárias. Edita o blog 'Direitos Autorais e Registro de Obras Literárias.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

A Linha RG x Pelotas - Texto

TEXTO INTEGRAL


A Linha Rio Grande x Pelotas

Claudiomiro Machado Ferreira *

M
oro em Rio Grande há quatro anos e viajo quinzenalmente para Pedro Osório, minha cidade natal. Não possuo carro e faço esse itinerário de ônibus. Como não há linha direta, preciso parar em Pelotas.
Ao subir no ônibus lembro que, entre outras informações, o motorista avisava o tempo estimado da viagem. Isso não fazia diferença, pois sabia, pela prática, que o percurso era de uma hora. Com o passar do tempo não avisavam mais. E o tempo de duração da viagem foi aumentado. Começou a levar uma hora e quinze minutos, uma hora e vinte minutos e ultimamente a média era de uma hora e trinta minutos. Na sexta-feira, dia 5 de outubro, a viagem levou duas horas.
O último ônibus para Pedro Osório sai às vinte horas e trinta minutos. Eu havia saído de Rio Grande às dezoito e trinta e só consegui subir porque o fiscal permitiu que eu entrasse sem passagem. Há tempos parei de pegar o ônibus das dezenove horas. E o das dezoito e trinta dava uma margem considerável. Desta vez não pude comprar passagem, escovar os dentes ou sequer ir ao banheiro, coisa que a maioria dos carros não tem mais hoje em dia. Da próxima vez terei de pegar os ônibus das dezoito horas?
Gostaria de um posicionamento oficial da empresa sobre a causa dessas demoras e se elas se justificam. Eu acho que não. E espero que não seja colocada a culpa na estrada. Usuários pagam a passagem e cidadãos pagam impostos. O mínimo é que haja harmonia entre os prestadores desses serviços. A aflição do atraso não foi nem aliviada pelo atendimento do motorista e do fiscal, que quando questionados, responderam que achavam que daria tempo de eu pegar o outro ônibus, o das vinte horas e trinta minutos, de Pelotas para Pedro Osório.
Considero essa situação humilhante e gostaria de alertar e exigir respostas e melhorias, pois não sou o único a usar e pagar por este serviço. Também aviso a empresa: Se algo pior acontecer algum dia, pois não tenho nem onde ficar em Pelotas, caso perca o ônibus, não hesitarei em procurar meus direitos e processar judicialmente a empresa de transportes. Sugiro que outros usuários, prejudicados em potencial, desde já busquem informações sobre os seus direitos, pois eu sei os meus e estou muito preocupado, pois um feriadão vem pela frente, dia 12 de outubro, e se a chuva não passar, não quero nem pensar no que pode acontecer.

* Servidor público. E-mail: claudiomiromafe@ig.com.br


TEXTO PARCIAL
Publicado no Jornal Agora, de 11 de out. de 2012, Seção Carta do Leitor, p. 2.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Apresentação de trabalho no I Seminário de Estudo Literários sobre Pelotas - FURG-RS/UFPel-RS - Fotos

01- Atestado de Comunicação - Claudiomiro Machado Ferreira - I Seminário de Estudos Literários de Pelotas - 2012
02- Prof. Dr. João Luis Pereira Ourique e Claudiomiro Machado Ferreira - I Seminário de Estudos Literários de Pelotas - 2012
03- A Entrega - Claudiomiro Machado Ferreira - Produzido no Minicurso Prosa em Pelotas - I Seminário de Estudos Literários. 27.09.2012
04- Claudiomiro Machado Ferreira - Pelotas RS - 2012 (1) - I Seminário de Estudos Literários de Pelotas - 2012
 05- Claudiomiro Machado Ferreira - Pelotas RS - 2012 (2) - I Seminário de Estudos Literários de Pelotas - 2012
 06- Espectadores - I Seminário de Estudos Literários de Pelotas - 2012
07- Simone Xavier Moreira, Claudiomiro Machado Ferreira e Juliana Toazza Grossi

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Apresentação de trabalho no I Seminário de Estudo Literários sobre Pelotas - FURG-RS/UFPel-RS - Texto


Claudiomiro Machado Ferreira, residente em Rio Grande desde 2007, apresentará seu texto “As bibliotecas públicas municipais e a administração pública direta. O apoio legal para o suporte financeiro das bibliotecas: qual é e como conseguir” no I Seminário de Estudos Literários de Pelotas, que acontecerá de 25 a 28 de setembro e está sendo organizado pela Universidade Federal de Rio Grande, FURG, e Universidade Federal de Pelotas, UFPel. Claudiomiro já teve seu texto publicado no blog do Galeno, de Galeno Amorim, atual presidente da Biblioteca Nacional, no RJ, e na Revista Digital de Biblioteconomia e Ciência da Informação, da UNICAMP. Atualmente ele trabalha com assessoria, consultoria e ministra palestras na área de direitos autorais e registro de obras.
O trabalho que será apresentado tem o objetivo de apresentar e demonstrar jurídica e administrativamente como as bibliotecas públicas municipais devem se estruturar e agir para cobrar do município a aplicação do artigo 16 da Lei Federal nº10.753, de 30 de outubro de 2003, que Institui a Política Nacional do Livro e que prevê que “os Municípios consignarão verbas para sua manutenção e aquisição de livros”. Sua elaboração deve-se ao fato de a Lei e o Artigo serem muito conhecidos, mas de inexistir um estudo e uma explicação clara e objetiva de como as bibliotecas devem agir para exigir um direito legal, deixar de viver de doações e começar a atuar com recursos financeiros próprios. Para mais informações sobre o Seminário, acesse http://seminariodeestudosliterarios.blogspot.com.br

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

O Conhecimento Libertará - Claudiomiro Machado Ferreira - Folha Gaúcha


João de Souza Machado - Homenagem

     Conheci o João quando morei em PoA. Ele é uma pessoa muito interessante e culta. Graças a ele conheci o trabalho do Francisco Valdomiro Lorenz. Nunca esqueci da vez em que escutamos, de um LP, poesias de Catulo da Paixão Cearense. Também lembro quando ele começou a montar o sebo.

João de Souza Machado e Claudiomiro Machado Ferreira


 Livro: Pelos Caminhos do Amor - Capa e Dedicatória

Conheça João dos Livros, o homem que trocou o ofício de sapateiro para ter um sebo

Estabelecimento no centro da Capital é atração da 8ª Bienal do Mercosul

2019/09/2011 | 06h10

Carlos André Moreira

As paredes da casa térrea na Rua General Salustiano, 214, no Centro, protegem uma história de vida de 72 anos marcada pela descoberta e pela paixão dos livros. Uma trajetória tão rica que, se não virou um romance, inspirou uma obra de arte desta 8ª edição da Bienal do Mercosul. A livraria de seu João de Souza Machado, defronte a Usina do Gasômetro, tornou-se a única da Capital incluída no módulo Cidade Não Vista. No projeto, artistas convidados realizam intervenções e instalações em uma paisagem local muitas vezes ignorada por seus habitantes na correria da rotina.

O prédio aloja o sebo Garagem dos Livros, instalado ali há dois anos por Machado. Em estantes que ocupam todas as paredes, seu João dos Livros, como ele mesmo se denomina, mantém exemplares antigos de obras literárias, manuais técnicos, enciclopédias e uma grande quantidade de literatura de temas esotéricos. O espaço da livraria, localizado bem defronte os pilares do aeródromo e a Usina do Gasômetro, foi apropriado pela Bienal com uma intervenção de Elida Tessler, que transformou o lugar em obra de visitação artística, o que fez de seu João anfitrião informal dos que aparecem na livraria para testemunhar ao vivo o encontro entre livraria e galeria de arte.

Foto: Jean Schwarz / Agencia RBS


Garagem dos livros e sapatos

24 junho 2011
Bruna Karpinski

Um espaço inusitado, que agrega três serviços, chama a atenção de quem passa próximo à Usina do Gasômetro, no Centro de Porto Alegre. É um sebo, a Garagem dos Livros, que abriga mais de seis mil títulos. Todos os meses, acontece o Sarau Poético Musical, com declamação de poemas, dança e dublagem de músicas. O encontro acontece sempre às 20h, na segunda sexta-feira do mês. O espaço é aberto para o lançamento de livros. No local também funciona uma sapataria, tocada por Irene de Souza Machado, que faz pequenos consertos. O proprietário, João de Souza Machado, mais conhecido como “João dos livros”, trabalha ainda com a pintura de casas e apartamentos.

Foto: Luiz Ávila

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Direitos Autorais e Pirataria

Cultura
Direitos Autorais e Pirataria

Claudiomiro Machado Ferreira*

É
 muito bom poder ler em um veículo de comunicação aquilo que gostaríamos de ter dito mas não o fizemos. A minha indignação em relação a decisão do Juiz de Direito, Dr. Roberto Coutinho Borba, que absolveu um vendedor de DVDs falsificados, apesar do Art. 184 do Código Penal, ainda permanece. Graças ao Sr. Valdomiro Soares (Os perigosos rumos da pirataria, JC 1º/8/2012) minha forma de pensar foi expressa em seu artigo. Gostaria que ele o tivesse escrito antes, para que pudesse fazer parte dos autos e ser apresentado em tempo. Mesmo vindo depois do acontecido espero que sirva para situações que poderão se repetir.
Mas quando se fala de pirataria, o que mais vem à mente são produtos; marcas & patentes ou CDs e DVDs. Pouco se fala em livros. A pirataria que quase não se vê, por ser silenciosa, deveria entrar nessa contabilidade. Contrafação, cópias não autorizadas, ainda são proibidas. Reproduções digitais e downloads sem autorização, também. Nada se fala sobre os escritores não terem um “ECAD” para eles. O acesso a direitos conexos fica extremamente comprometido se deixarmos toda a responsabilidade apenas nas mãos dos autores. Para completar, a corrente da Cultura Livre prega o acesso à produção mas parece esquecer que há quem queira viver do produto do seu trabalho. Fico pensando se a decisão do Dr. Roberto seria a mesma se ele fosse músico ou escritor e encontrasse cópias de sua obra à venda sem sua autorização. 
  
* Consultor, Assessor e Palestrante em Direitos Autorais